Carros indo e vindo e pedrestes sem paciência esperando oportunidades para atravessar a rua correndo.
Eu, pra variar, puxo as alças da mochila e só observo.
E me dei conta de que o simples estar esperando o sinal abrir, me torna o mais normal dos seres.
Tão igual quanto o pedreste que finge não sentir o mal-cheiro de um mendigo, ou quanto os trocentos homens que levam seus filhos à escola todo dia.
Acho que o fato de achar que eu vim a este mundo pra fazer algo muito mais significativo que dar aulas de inglês, sempre fez com que eu pensasse que era diferente da maioria. Que algo está guardado pra mim; algo que me destacaria das pessoas normais.
Mas o parar pra esperar o sinal abrir, me fez pensar que eu sou tão igual quanto às pessoas que passavam por ali: Todo mundo tomando conta de sua própria vida, com seu fone no ouvido, ouvindo a música que mais lhe agradava.
Sinceramente, nem eu sei o ponto a ser ressaltado nesse post; que está mais para algo como: "Sim, somos todos pequenos seres indistinguíveis". Mas no fundo, no fundo eu sei que algumas pessoas; que também comem, dormem e cagam, fazem uma baita diferença nesse planetinha. Difereça esta, feita somente talvez por pensar em tudo isso esperando o sinal abrir na Tiradentes.
